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Notícias
2 de setembro de 2004

Floresta cultural

Há 3 anos, organizações cariocas tentaram obter reconhecimento mundial, através da Unesco, para a Floresta da Tijuca. Queriam que ela fosse declarada Patrimônio Cultural da Humanidade. Ganharam um não como resposta. Segundo a coordenadora do projeto, Taís Pessoto, a organização da ONU para educação, ciência e cultura vetou a proposta inicial porque se referia apenas à floresta e excluía as riquezas históricas e culturais que existem ao seu redor. Agora, essas organizações, lideradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), preparam uma nova versão do projeto, que deve ser submetida até dezembro à Unesco. O novo dossiê pede que não apenas a Floresta da Tijuca, mas parte do acervo natural e histórico do Rio de Janeiro seja reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, incluindo os morros da Urca, a orla da Zona Sul, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a arquitetura do centro e da avenida Praia do Flamengo. O resultado sai em fevereiro do ano que vem, mas Taís Pessoto tem como certo o reconhecimento da Unesco, dada a importância da “paisagem cultural” do Rio.

PorRedação pinnacle
2 de setembro de 2004
Notícias
2 de setembro de 2004

Acredite se quiser

Cientistas americanos e canadenses revelaram que o salmão criado em currais marinhos à base de ração tem alta concentração de substâncias cancerígenas. Dizem que quem consome mais de 200 gramas por mês do peixe está correndo grave risco de saúde. O salmão de criação, alimentado com farinha e azeite de peixe, apresenta uma taxa de toxicidade superior à do salmão selvagem, que pode ser consumido com freqüência 8 vezes maior. Nos restaurantes, a maioria dos salmões vem de criadouros. As análises demonstraram que o salmão de criadouros europeus está mais contaminado do que o procedente das Américas do Norte e do Sul. No Brasil, o salmão vem do Chile.

PorRedação pinnacle
2 de setembro de 2004
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2 de setembro de 2004

O sonho, ecologicamente correto

Um projeto de casa energeticamente eficiente e confortável, desenvolvida por uma equipe de arquitetos e voluntários brasileiros, foi apresentado à Caixa Economica Federal (CEF). Ela é duas vezes maior que a alternativa proposta pela CEF para casas populares e custa apenas 15% a mais do que o limite de financiamento para este tipo de moradia, que é de 7 mil reais. Tem 70 metros quadrados divididos em dois quartos, sala, cozinha e banheiro. As paredes externas foram feitas de superadobe, terra crua compactada em sacos de polipropileno. As internas têm tijolos de solocimento, feitos também com terra crua e um pouco de cimento. O telhado de cerâmica com forro em madeira foi parte da solução encontrada para diminuir a perda de calor durante o inverno. O projeto também prevê dois anexos de grande importância ecológica. O primeiro é uma estufa para cultivo de hortaliças e ervas, que serve também como centro de reciclagem para lixo orgânico. O segundo, um sistema de captação e armazenamento de 20 mil litros de água da chuva com reservatório em ferrocimento – técnica que utiliza argamassa de cimento e areia sobre uma malha de ferro para produzir paredes finas e resistentes.

PorRedação pinnacle
2 de setembro de 2004
Notícias
2 de setembro de 2004

Mato Ralo

Em agosto, boa parte do Mato Grosso virou cinza. Até o dia 25, justamente durante o chamado período de restrições às queimadas, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) flagraram nada menos do 54.369 focos de incêndio no estado. Outros números também chamaram a atenção nos dados do INPE. Houve 450 focos de incêndio em Unidades de Conservação. Deles, 272 aconteceram na mesma área, o Parque Estadual do Cristalino, dono da mais rica amostra de biodiversidade da Amazônia. Nos últimos meses, vem crescendo a pressão de sem-terras e fazendeiros nos limites do Parque. Querem invadir as terras e torná-las produtivas. Impedidos de pôr os pés em área protegida, estão mandando o fogo em seu lugar, para adiantar o serviço.

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2 de setembro de 2004
Colunas
2 de setembro de 2004

Pobre Rebouças

Rebouças queria que Sete Quedas e a Ilha do Bananal virassem Parques. Um foi afogado pelo desenvolvimento. O outro mingua nas mãos dos índios e da burocracia.

PorMaria Tereza Jorge Pádua
2 de setembro de 2004
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1 de setembro de 2004

Bananal à americana

Mais um bom argumento para não entregar área de parque nacional a índios. No Alasca, uma tribo ameaça vender o maior parque estadual americano.

PorMarcos Sá Corrêa
1 de setembro de 2004
Colunas
1 de setembro de 2004

Um rio de dinheiro?

O país recebeu US$ 1, 2 bilhão do Banco Mundial. O contrato exige ajustes estruturais na sua política ambiental. A história recente ensina que nada vai mudar.

PorMarc Dourojeanni
1 de setembro de 2004
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